Solos Culturais

Solos Culturais

Guia Cultural de Favelas

jovens de favelas cultivando saberes e transformando a cidade.

20 de cada território, com idade entre 15 e 29 anos, que atuam articulando cultura

Produzindo articulações e experiências nas favelas, através da mobilização social e da cultura

Cidade de Deus, Manguinhos, Penha, Rocinha e Alemão

Reafirmando práticas culturais nas favelas e criando mecanismos de integração dos territórios

O que é?

O projeto “Solos Culturais” é uma iniciativa que visa formar 100 jovens, com idades entre 15 a 29 anos, de cinco diferentes territórios – Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Manguinhos e Rocinha – em produção cultural e pesquisa.

O nome “Solos Culturais” implica o reconhecimento de que as favelas são solos férteis de onde brotam diferentes fazeres culturais. Solo remete a chão e cultivo, mas também às ações individuais dentro de um coletivo, como o solo de um músico em uma orquestra.

A realização pretende efetivar metodologias de mobilização social que, por sua vez, buscam produzir conhecimentos e experiências nas favelas. O grande legado, entretanto, é contribuir para consolidar esses territórios como solos para o cultivo de diferentes práticas culturais, assim como para formar solistas que vão criar, inventar e inovar.

As atividades formativas são diversas. Há aulas de fato, mas há também percursos pelo território, visitas a equipamentos culturais da cidade, troca entre as favelas, etc. Além disso, há intervenções culturais nas favelas e uma pesquisa em hábitos culturais a ser realizada nos territórios ao longo do projeto.

Pesquisas e intervenções são partes importantes da formação, já que elas são entendidas também como componentes desse processo. Mais do que um elemento prático, trata-se de um subsídio para reflexão e teorização. Nesse sentido, o “Solos Culturais” tende a dirimir a dicotomia “teoria” versus “prática”, atentando para a necessidade de crítica dos processos cotidianos que envolvem a produção cultural institucionalizada.

Os jovens são autores das intervenções, de modo que a equipe e as ações do “Solos Culturais” procuram amparar, informar e ajudar no processo de crítica das ações a serem propostas por eles. O mesma centralidade dos solistas é procurada no processo de pesquisa. A partir dos dados levantados nessa pesquisa, serão criadas Plataformas de Direitos Culturais no Território (PDCT), que poderão ser utilizadas por agentes públicos ou privados para pautar suas ações no campo cultural nos territórios contemplados.

“Solos Culturais”, portanto, busca priorizar o fortalecimento de expressões culturais já existentes nestes cinco territórios, oferecendo aos jovens “solistas” condições para que explorem ainda mais suas capacidades criativas e articulem novas ações.

Apoio